domingo, 25 de setembro de 2016

Retiro espiritual - D1 - Nevers a Sancerre

Preciso rever a estratégia sobre como manter uma caraga mínima no telefone. A principio eu planejava até rastrear a viajem com o Strava, mas vista a dificuldade para carregar o telefone nos campings, ressolvi nem começar.

Vamos lá, contar rapidamente como foi o dia antes que morra a bateria...

A noite foi terrível. Primeira lição para uma próxima viagem: consiga uma barraca maior. Minha preocupação com o peso era tão grande que comprei a barraca mais leve e compacta que 100 euros conseguia comprar pela internet, sem pensar que o colchonete seria invariavelmente maior que a barraca, e que a garrafa dagua pesaria ivariavelmente mais tambem. Um quilo a mais ou a menos de bagagem, não faz tanta diferenca assim. Espaço para esticar as pernas e guardar as tranqueiras durante a noite, faz. Acho que uma barraca para duas pessoas, com altura mínima para poder sentar-se dentro, é mais importante que uma barraca leve e compacta.

Camp site

Saí de Nevers em direção ao sul pegando o canal lateral do Loire. O Loire, apesar de ser o maior rio da França, não tem nada de navegável, em compensação, nesta região, até  Briare, tem uma rede de canais que permite chegar ate o rio Sena, e daí ao mar. Muito legal ver as comportas funcionando e até uma ponte onde o canal passa por cima do rio.

Ponte canal sobre o rio

Curioso foi cruzar com um casal de suecos em um veleiro. O nome do velero era "Plan B", perguntei pro cara qual era o "Plan A" e ele gritou devolta que o "Plan A" tinha dois mastros, e a polícia náutica não o deixou entrar nos canas com o tamanho veleiro. Vale lembrar que estamos a no mínimo 500 km de àguas velejáveis.

Plan B

A jornada espiritual do dia, comecei com um café em Cuffy. Ok, por mais nada a ver que seja minha definição de "espírito", café não é espírito, mas às 10:00, com ainda 50 km pela frente, achei que seria a melhor opção. Parei em la Charite-sur-Loire para uma cervejinha refrescante, uma cidade linda com uma velha ponte do seculo XVI e uma velha abadia, e depois em Pouilly-sur-Loire onde encarei o primeiro espírito local, o Pouilly-Fumé, um espetacular vinho branco local.

Pouilly diante da prefeitura de Pouilly-sur-Loire 

De Pouilly a Sancerre, peguei um puta vento contra e chuva, para batizar o espírito, mas consegui chegar cedo no camping de Sancerre, montar acampamento, tomar um belo banho, e montar a colina de Sancerre para continuar o retiro espiritual na cidade de meus vinhos favoritos do Loire, é com o tempo já melhorando.

Subindo para Sancerre, que se ve no alto da colina

Do camping, beirando o rio, à cidade de Sancerre, são 6 km de pirambeira. Vu ter que tomar outro banho chegando no camping. Sancerre fica no alto de uma colina repleta de videiras. Sao 310 metros de elevação que vale a pena. As ruazinhas são desertas e impecáveis, e a vista do alto da colina é superba. Depois de um copinho de Sancerre, jantei uma Pizza feita com o queijo local, o Crottin de Chavignol. Desci os 310 metros até o camping com facilidade, mas já no escuro. Sobrou meia pizza para o café da manhã de amanhã. É importante para não perder tempo pois, até Orleans vai seu puxado.

Sancerre em Sancerre 

Talvez eu precise de um Plano B.

4 comentários:

  1. Do jeito que o diabo gosta, né? ��

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  2. Inveja!!!!Abraço, K6.7

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  3. o q você quer dizer com plano B?
    que legal filhote...

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    Respostas
    1. Plano B era o barco do Suéco. O trecho entre Sancerre e Orleans era um dos mais longos do passeio, quase 120km. Como segundo dia de pedalada minha preocupação era não conseguir chegar, afinal seria a primeira vez que pedalaria tanto por dois dias consecutivos.

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