terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Desenvolvimento Sustentável



É notícia no O Globo:
Baixada Fluminense: área que sofria com alagamentos ganhará um complexo esportivo.
Nas mãos do engenheiro, a planta revela um futuro de alegrias onde antes havia apenas a tragédia das enchentes. Construído numa área de alagamentos entre os municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias, o maior complexo esportivo off-road do mundo promete, a partir do segundo semestre de 2011, levar competições esportivas ao terreno onde antes a população sofria com as chuvas.
O parque esportivo, instalado na Baixada Fluminense, será instalado numa área com um total de um milhão de metros quadrados.
- É um sonho acalentado durante muitos anos. A gente ficava tenso a cada chuva que caía - relembra José Antônio Paixão da Silva, de 40 anos, morador do Parque Amorim, em Belford Roxo.
Como parte das obras do complexo esportivo, hoje, às 10h, será inaugurada a Estação de Bombeamento do Pôlder do Outeiro. Os cinco equipamentos, importados da Suécia, têm capacidade de bombear 7.200 litros de água por segundo para o Rio Iguaçu.
- Estamos recuperando áreas para que os rios possam receber as chuvas sem que a população da Baixada seja afetada - afirma a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos.
Já em abril, começará a construção do complexo esportivo. O local poderá sediar competições nacionais e internacionais em diferentes modalidades, como, por exemplo, motocross, supercross, velocross, BMX, entre outros esportes off-road. O parque também vai abrigar quadras poliesportivas, de tênis, futebol de areia, ciclovias, além de pistas de caminhada.
"Um legado importante na área social e esportiva"
Na avaliação da secretária estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, trata-se do resgate de uma área ambiental, na região da Baixada Fluminense.
- É um legado importante na área social e esportiva. A região passa a contar com um centro de cross projetado com padrões internacionais - afirma a secretária.
Isso é muito bom! É um excelente exemplo de como se fazer desenvolvimento sustentável!

Percebam que ninguém se interessava em comprar bombas Suecas de mais de 7 mil litros por segundo para resolver o problema do povo ou um problema ambiental. Se o governo, em um surto de benevolência, consciência ou de cumprimento do dever, o fizesse, ia provavelmente virar sucata em pouco tempo, por falta de manutenção, uma vez que surtos passam, se não com o tempo, com términos de mandato. Mas basta alguém encontrar uma forma de ganhar dinheiro resolvendo o problema (com por exemplo, um complexo esportivo para prática de off-road) e SHAZAM! a verba aparece. É o único modelo que pode funcionar a longo prazo, o ganha-ganha. O investidor ganha, o povo ganha, o meio ambiente ganha, e se bobear, até os políticos ganham uma propininha aqui ou ali no processo.

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