quinta-feira, 8 de abril de 2010

Resuma 14 anos no poder em uma frase estúpida:




O Wiliam disse: Hoje, mais de 1500 famílias foram notificadas de que deverão sair de suas casas, que serão demolidas, por estarem construídas em áreas consideradas como de risco, desde as últimas chuvas de Fevereiro... na França. Essa foi ótima. Na mesma reportagem, o prefeito de Niterói, que já está em seu quarto mandato, chuta (alto, provavelmente) que precisariam de mais de 15 milhões de reais para retirar todas as famílias das áreas de risco, a globo rebate dizendo que ele já até tem o dinheiro, 19 milhões que vem do ministério da cultura, mas para construir a orla do Niemeyer. Como se isso fosse muito dinheiro para um estado que gastou uns 4 bilhões em jogos Pan-Americanos. Sei que dizem que esse tipo de evento traz investimentos  e dinheiro para o estado/município, só esquecem de dizer que isso vai para o bolso de alguns e não para a infra-estrutura de muitos. Essas são as prioridades: orla, olimpíadas, copas e coisas afins, movimentando a economia que está nas mãos de pouquíssimos, enquanto os muitíssimos continuam na mão. É assim, fazer o que? Agradecer ao Lula porque a economia do Brasil está mais forte que "nunca antes na história desse país"? O mais interessante é que, depois de três mandatos e meio (14 anos!) o filho da puta tem coragem de insinuar que custaria caro resolver o problema (não o Lula, o Jorge), e de alguma forma esses filhos das putas são reeleitos. O sistema é fantástico! Democracia dominada pelo capital e por "marketeiros" e publicitários idôneos como Marcos Valérios (que, pasmem, está solto há mais de um ano!). Amo este país!

2 comentários:

  1. Hoje o mala me fala em cadeia nacional que, da mesma forma que não se pode culpar o governo da Indonésia pelo tsunami, não se pode culpar a prefeitura de Niteroi por deixar que a população se instale sobre um monte de lixo obviamente instável. Ótimo, não?
    Quando será que vão parar de culpar a chuva por chover!

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  2. lamento pelas pessoas. mas ver o brasil lentamente acordar e perceber que deus não é brasileiro e muito menos carioca pode ser um início de mudança.

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